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Este blog tem como intuito reunir diversos aspectos a respeito da vida e obra de John Dewey.

domingo, 6 de junho de 2010

MATERIAL DIDÁTICO

Nutrido por diversas ciências da educação, Dewey é considerado o maior pedagogo do século XX, segundo CAMBI (1999), foi o teórico mais orgânico de um novo modelo de pedagogia e o seu papel político, como ferramenta de transformação social e construção de uma sociedade democrática.
Dewey foi um dos maiores colaboradores e observadores da grande transformação social e cognitiva ocorrida no século XX (ligada à industrialização, à difusão da ciência, ao advento da sociedade de massa e ao desenvolvimento da democracia).
Sua reflexão encaminhou-se para a construção de uma rigorosa filosofia da educação, e a elaboração de um eficaz projeto operativo, inovador na perspectiva escolar e didática.
Sua extensa contribuição à cerca do problema educativo, possibilita a elaboração de uma pedagogia extremamente engajada e atenta aos problemas da sociedade industrial moderna, assim como às instâncias de promoção humana típica da pedagogia contemporânea.
A pedagogia de Dewey tem como premissa, o permanente contato entre a teoria e a prática (práxis); fazendo com que o aluno se torne o momento central da aprendizagem, proximidade das pesquisas experimentais; ao qual a educação deve recorrer para definir corretamente seus próprios problemas, além da construção de uma filosofia da educação que assuma um papel preponderante no campo político e social; tida como eixo central no desenvolvimento democrático da sociedade e a formação de um cidadão dotado de uma mentalidade moderna, científica e aberto à colaboração.
Para CAMBI (1999), tais características tornaram a pedagogia de Dewey em uma espécie de “modelo-guia” no movimento da “escola ativa”, que desde fins do século XIX até a década de trinta do século XX, seja na Europa ou na América, encontrou um terreno fértil para o desenvolvimento de contribuições teóricas e práticas, pretendendo colocar a criança como protagonista do processo educativo, e no centro de toda iniciativa didática, opondo-se às características mais autoritárias e intelectualistas da escola tradicional.
Segundo Dewey, a escola não poderia permanecer alheia a essa profunda transformação social vivenciada naquele momento histórico, mas sim, ligar- se ao “progresso social” objetivando mudar a sua estrutura.
À luz do que precede, Dewey considera que a escola deveria ser uma “sociedade embrionária”, por intermédio de um contato mais estreito com o ambiente e com a realidade social do trabalho, conjugando atividades escolares com as produtivas; como a carpintaria e tecelagem, e com as familiares; como cozinhar, introduzindo no âmbito escolar motivações concretas para o aprendizado das várias matérias, através da conscientização da sua utilidade no cotidiano.
Dewey considera primordial a mudança do “centro de gravidade” da escola, que outrora era colocado “fora da criança”, e que a partir daquele momento deveria ser formado pelas características fundamentais da natureza infantil, e para tal objetivo, CAMBI (1999) considera essencial que:
(...) na escola elas deverão encontrar um espaço adequado aos quatro interesses fundamentais: “para a conversação ou comunicação”, “para a pesquisa ou descoberta das coisas”, “para a fabricação ou a construção das coisas”, “para a expressão artística”; e todo trabalho escolar deverá ser renovado à luz dessa “revolução copernicana”, introduzindo, ao lado dos laboratórios, espaço para a criação artística e para o jogo.
CAMBI, Franco. HISTÓRIA DA PEDAGOGIA. São Paulo. Ed. UNESP. 1999, P.
550.
O ativismo pedagógico desenvolve-se nos seus escritos e experiências educativas que ele vinha realizando na escola anexa à Universidade de Chicago, buscando uma profunda renovação da didática e da organização da escola.
Essa visão de educação sofreu distorções, prevalecendo interpretações de tipo individualista e espontaneísta, libertário e antiintelectualista. Com isso, Dewey intervém para corrigir essas interpretações do ativismo pedagógico com a densa obra experiência e educação, onde expõe seu pensamento sobre a necessidade da escolha e organização dos métodos e materiais educativos apropriados na busca de uma nova direção às escolas.
Dewey considerava que a escola deveria abrir-se para a comunidade, para atividades, valores e etc. A escola por ele pensada apresenta características extremamente democráticas ainda nos nossos dias, pois não se restringe ao âmbito didático, mas também ao administrativo, na qual o corpo docente é chamado a participar diretamente ou através de representantes democraticamente eleitos, na formação de metas diretivas, dos métodos e das matérias usados naquela escola.
Dewey acredita que interesses educativos não são apenas um simples termo, mas que o termo interesse está associado a certas e determinadas condições que tornam a ação uma ocupação absorvente. Nesse sentido ele exemplifica as atividades que refletem na educação, que são: atividade inclui todas as expressões de nossas capacidades, a variedade dos interesses, atividade física, atividade construtiva, atividade intelectual e atividade social.
Quando se pensa em materiais didáticos para o ensino da matemática, não basta apenas os livros, porque esses ficam restritos apenas à manipulação dos alunos sem que seja de forma lúdica e apenas com função educativa. É necessário que seu uso esteja atrelado a objetivos bem definidos quanto ao aspecto de promover a aprendizagem dos conteúdos da matemática, ou seja, a um cuidadoso planejamento da ação.
O princípio é que os alunos aprendem melhor realizando tarefas associadas aos conteúdos ensinados. Atividades manuais e criativas ganharam destaque no currículo e as crianças passaram a ser estimuladas a experimentar e pensar por si mesmas. Nesse contexto, a democracia, por ser a ordem política que permite o maior desenvolvimento dos indivíduos, tem o papel de decidir em conjunto o destino do grupo a que pertencem. Dewey defendia a democracia não só no campo institucional, mas também no interior das escolas.
A experiência educativa é, para Dewey, reflexiva, resultando em novos conhecimentos. Deve seguir alguns pontos essenciais: que o aluno esteja numa verdadeira situação de experimentação, que a atividade seja interessante para o aluno, que haja uma problemática a ser resolvida por ele, que ele possua os conhecimentos para agir diante da situação e que tenha a chance de testar suas idéias. Reflexão e ação devem estar ligadas, são parte de um todo indivisível. Dewey acreditava que só a inteligência dá ao homem a capacidade de modificar o ambiente a seu redor.

A escola-laboratório criada por Dewey
em Chicago: a prática acima de tudo
Uma das principais lições deixadas por John Dewey é a de que, não havendo separação entre vida e educação, esta deve preparar para a vida, promovendo seu constante desenvolvimento. Como ele dizia, "as crianças não estão, num dado momento, sendo preparadas para a vida e, em outro, vivendo". Então, qual é a diferença entre preparar para a vida e para passar de ano? Como educar alunos que têm realidades tão diferentes entre si e que, provavelmente, terão também futuros tão distintos?

ATIVIDADES DIDÁTICAS
O jogo War é disputado com um mapa do mundo dividido em 6 regiões (Europa, Ásia, África, América do Norte, América do Sul e Oceania). Cada jogador recebe uma carta com um determinado objetivo e quem completar primeiro o seu e declará-lo cumprido é o vencedor.
É disputado em rodadas, nas quais os participantes colocam exércitos e atacam outros oponentes.
Esse jogo foi lançado nos Estados Unidos com o nome de Risk em 1952. Uma partida pode durar várias horas, com disputas, regidas pela estratégica dos jogadores e pela sorte lançada pelos dados.
Um jogo que desenvolve o raciocínio lógico e também os conhecimentos de geografia e história. WAR é um jogo criado para ser jogado por 3 e no máximo 6 jogadores. Dificilmente um jogador conseguirá ganhar o jogo baseado somente na sorte: é necessária uma boa dose de estratégia para se sair vencedor.
Vence o jogo aquele que atingir o objetivo que lhe couber. Este objetivo só é conhecido pelo próprio jogador, que em princípio deve usar esta vantagem: a clara demonstração do seu objetivo dificultará atingi-lo.
Recomenda-se que se tente jogar à medida em que se vai lendo as regras, de modo a facilitar a compreensão dos mecanismos de WAR.
Segue abaixo imagem do jogo.


O Tangram é um quebra-cabeça chinês formado por 7 peças (5 triângulos, 1 quadrado e 1 paralelogramo)
Com essas peças podemos formar várias figuras, utilizando todas elas e sem sobrepô-las. Segundo a Enciclopédia do Tangram é possível montar mais de 1700 figuras com as 7 peças.
Esse quebra-cabeça, também conhecido como jogo das sete peças, é utilizado pelos professores de matemática como instrumento facilitador da compreensão das formas geométricas. Além de facilitar o estudo da geometria, ele desenvolve a criatividade e o raciocínio lógico, que também são fundamentais para o estudo da matemática.
Existem várias lendas sobre o surgimento do Tangram. Os antigos contam que: uma pedra preciosa se desfez em sete pedaços e com eles era possível formar várias formas (animais, plantas, pessoas). Outra versão diz que um imperador deixou o seu espelho cair, e esse se desfez em 7 pedaços que poderiam ser usados para formar várias figuras, e outra que diz que no desenho yu gi oh gx na 3ª temporada tem um jogador que tem sete feras de cristais e cada uma é uma parte do Tangram. A verdade é que não se sabe ao certo como surgiu o Tangram.


Esse quebra-cabeça, também conhecido como jogo das sete peças, é utilizado pelos professores de matemática como instrumento facilitador da compreensão das formas geométricas. Além de facilitar o estudo da geometria, ele desenvolve a criatividade e o raciocínio lógico, que também são fundamentais para o estudo da matemática.

BIBLIOGRAFIA:

DEWEY, John. (The child and the curriculum Português, tradução).Vida e Educação. 10 ed. Melhoramentos. São Paulo. 1978.
CAMBI, Franco. HISTÓRIA DA PEDAGOGIA. São Paulo. Ed. UNESP. 1999.

Estrutura da Educação

Para (LARROYO, 1974), a pedagogia dos fins do século XIX e início do século XX desenvolveu-se como uma reação aos velhos sistemas educativos que priorizavam o sistema de ensino centrado na figura do professor e na transmissão de conteúdos, sendo influenciada pela corrente pedagógica que ficou conhecida como “Pedagogia da Ação”. Essa corrente defendia principalmente que o conhecimento não era algo transmitido de fora para dentro, mas que o aprendizado partia da criança, através dos estímulos que essa recebe.

Nesse contexto surge nos fins do século XIX o movimento das escolas novas, que “superando a escola memorista e livresca com seu contexto intectualista da educação, estenderam a atividade escolar a outras manifestações da vida infantil, mediante a trabalhos manuais, técnicos e agrícolas”. (LARROYO, 1974, p .713 )

Segundo (VEIGA, 2007), os propagadores dessa pedagogia tinham nova concepção do tempo e do espaço escolares, assim como o do material pedagógico e do processo de transmissão do conhecimento. A educação era chamada de ativa, porque propunha integrar o processo de ensino aprendizagem ás exigências da velocidade, do automatismo industrial e da eficiência de resultados. Com isso, a escola torna-se espaço privilegiado para instruir e educar os futuros cidadãos e membros da sociedade.

Ainda para (VEIGA, 2007), concepções como escola nova, escola ativa e escola do trabalho são designações de uma nova pedagogia que variava segundo os autores e as tradições locais. Para essa autora, esse movimento pedagógico pode ser sintetizado em sete temas básicos: puericentrismo: (procedimentos didáticos centrados na criança); ênfase na aprendizagem pela atividade; motivação; estudo a partir do ambiente circundante; socialização; antiautoritarismo e antiintelectualismo (crítica ao verbalismo de muitos programas de ensino).

Dentre os diversos teóricos que se inseriram no movimento da Pedagogia da Ação, Dewey foi um grande contribuidor, estando inserido em uma corrente filosófica denominada pragmatismo, embora, de acordo com (PITOMBO, 1974), Dewey preferisse a denominação instrumentalismo.

De acordo com (VEIGA, 2007), o instrumentalismo defendido por Dewey pode ser resumido em quatro pontos:

1. Todo pensamento se origina de uma situação problemática;

2. Deve-se sempre levar em consideração as experiências anteriores para se elaborar situações problemáticas com significado concreto;

3. A resolução do problema deve partir de suposições e hipóteses, mecanismo que influência no desenvolvimento do ato de pensar;

4. Além de vivenciar situações individuais de aprendizagem é necessário agir em comunidade, cooperando com os diferentes grupos. O aperfeiçoamento das relações sociais é o elemento fundamental da ação educativa.

De acordo com artigo publicado na revista Nova Escola, em julho de 2008, denominado “John Dewey - O pensador que pôs a prática em foco”, Dewey sofreu forte influência tanto do evolucionismo das ciências naturais quanto do positivismo das ciências humanas. Sendo ainda muito influenciado pelo empirismo, o que o impulsionou a criar uma escola-laboratório em Chicago, EUA, esta que se manteve ligada à universidade onde lecionava para testar métodos pedagógicos.

Para (LARROYO, 1974, p. 724) Dewey foi o primeiro filósofo que “com profunda visão, se opôs à pedagogia herbartiana da educação pela instrução”, fugindo da simples transmissão de conteúdos, com atividade repetitiva e cansativa. Uma das principais propostas de Dewey consistia em educar a criança como um todo, valorizando o seu crescimento físico, emocional e intelectual.

Em suma podemos verificar que:

O princípio da ação rejeita a aprendizagem mecânica e formal, rotineira e tirânica; (...). O ensino pela ação deve atender ao interesse produtivo da criança, sua liberdade e iniciativa para o progresso social. O que importa guardar no espírito, com respeito à introdução, na escola, das diversas formas de ocupação ativa, é que mediante elas renova-se o espírito da escola. Existe esta oportunidade para filiar-se à vida, para fazer o ambiente natural da criança, onde esta aprende a viver realmente, em vez de ser um lugar onde se aprendem simplesmente lições que tenham uma abstrata e remota referência a alguma vida possível que venha a se realizar no porvir.” (LARROYO, 1974. p.725).

A filosofia de Dewey, para (PITOMBO, 1974), remete a uma prática docente baseada na liberdade do aluno para elaborar os seus próprios conhecimentos, os seus próprios conceitos.

De acordo com (CUNHA, 1994), o professor deve apresentar os conteúdos escolares na forma de questões ou problemas e jamais oferecer aos alunos respostas prontas sem a possibilidade de se levantar discussões. Ao invés de iniciar sua aula com a apresentação de conceitos já elaborados e acabados, o professor deve incentivar o seu aluno a raciocinar, a problematizar os temas em estudo, e a partir de levantamentos construir com os alunos os conceitos chaves para o estudo que está sendo realizado.

O legado proposto por Dewey nos finais do século XIX e início do século XX, ainda se mantém na atualidade. Na visão da revista Nova Escola suas ideias possuem forte presença nas teorias mais modernas da didática, como o construtivismo e as bases teóricas dos Parâmetros Curriculares Nacionais.

Bibliografia:

CUNHA, Marcus Vinícius. John Dewey: uma Filosofia para Educadores em Sala de Aula. Ed. Vozes. 1994.

DEWEY, John. Uma Filosofia para Educadores em Sala de Aula. Petrópolis. Ed. Vozes. 1999

LARROYO, Francisco. História Geral da Pedagogia. São Paulo. Ed. Mestre Jou. 1974.

PITOMBO, Maria Isabel. Conhecimento, Valor e Educação em John Dewey. São Paulo. Ed. Pioneira. 1974.

VEIGA, Cynthia Greive. História da Educação. São Paulo: Ática, 2007.

Autor desconhecido. John Dewey - O pensador que pôs a prática em foco. Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/historia/pratica-pedagogica. Acesso em: 14/05/2010. Publicado em julho/2008.